Rock In Rio 2000
(Matéria publicada na revista Bizz em setembro de 1993)
A força da música carioca vai muito além da Marquês de Sapucaí. O som que sai das garagens escuras e quebradas da Baixada revela um lado menos ensolarado da cidade – sem perder a irreverência
Calor, confusão, violência, miséria. Essa é a atual imagem da Cidade Maravilhosa, ex-filial do Paraíso. A nova geração da música pop carioca também acompanhou essa mudança. Sujos como o morro e ásperos como o asfalto, os grupos dispensam o estilo alegrinho do “rock de bermudas”, que marcou o pop do Rio nos anos 80, para adotar uma postura bem mais condizente com a caótica situação da cidade.
E, como diria Tim Maia, vale tudo. Do thrash swingado do Wonderland à iconoclastia demente do Gangrena – passando pelo discurso cru dos rappers adolescentes da Geração Futura –, as experiências musicais proliferam na ex-capital, apesar da inexistência de um circuito para shows de pequeno e médio porte. As melhores opções continuam sendo o Circo Voador e o alternativo Garage, um casarão movido por tipos estranhos próximo à linha do trem.
Barrados também na programação asséptica das FMs locais (exceção à Fluminense e Universidade FM), os aspirantes ao sucesso contam com pelo menos uma vantagem geográfica. É no Rio de Janeiro que se concentra 80% da produção fonográfica brasileira, o que faz com que o caminho das pedras seja bem mais curto para os artistas baseados no Rio – principalmente os bem relacionados. Com vocês, a nova cena carioca, por quatro cariocas: PEDRO SÓ, ALEXANDRE ROSSI, PAULA FONSECA e o homem da BIZZ, CLÁUDIO CAMPOS.
DOENÇA PERIGOSA
Gangrena Gasosa é o nome de uma infecção pútrida, repelente e fedorentíssima. Como a cabeça desses caras, de longe a banda mais escrota da cidade de São Sebastião.
Tocar de calça arriada com papel higiênico no rabo, roubar farofa e galinha da encruzilhada para arremessar na platéia, fazer show vestido de Exu na Sexta-feira Santa... Nada é bizarro demais para Ronaldo Chorão (vocal), Vladimir (guitarra), Paulão (vocal), Felipe (baixo) e Cid (bateria), o filho bastardo de Zé do Caixão.
“A gente não tem nada de positivo, a mensagem é de negatividade. O nosso som quer transmitir a ruindade”, vocifera Ronaldo. “Existe até uma ‘Maldição Do Gangrena’: toda banda para quem a gente abre se fode, ninguém pode sair do grupo. O último caiu do trem, se quebrou todo e ainda comeram a mulher dele enquanto ele estava no hospital.”
Esse momento singular da cretinice humana precisava ser registrado em disco. A produção é de André X, da Rock it! e o disco contém as quatro faixas da já antológica demo do grupo e mais sete inéditas.
METAL BRONZEADO
Não é só o trânsito do Rio que é acelerado – da Tijuca até a Baixada Fluminense o rock pesado impera, convertendo surfistas e até a galera do subúrbio aos tormentos do metal. Já em meados dos anos 80, a Tijuca sofria com a porrada sonora do ANSCHLUSS. Sua mistura de power metal e hardcore rendeu-lhes um contrato pela gravadora Cogumelo, que também arrebatou o death/grindcore do grupo THE ENDOPARASITES.
O monstruoso NRA batalhou para divulgar seu crossover. “Já gastamos cem milhões em correspondência para fora”, conta o vocalista Abel Lopez. Valeu a grana. O grupo chegou às rádios da Bélgica, da França e da Holanda. A mesma estratégia adotou o DEMENTIA. Sua demo, Sand Castles, já freqüentou rádios alemãs, suecas e argentinas. Desejo compartilhado por BLOCKHEAD, STAGEDIVE e CAVALAST.
Nem mesmo a cidade imperial escapou da invasão metálica. O MORBID DEATH vem atormentando Petrópolis com seu death metal e sua demo já chegou ao exterior, distribuída pelo selo californiano Wild Rags. A maior parte deste pessoal participou da coletânea Headline Collection, bancada e distribuída pelos próprios grupos.
Correndo por fora, o WONDERLAND teve a sua primeira demo lançada como compacto pelo selo alemão Disgraceland, apenas dois meses depois que a banda se formou. De lá para cá a banda aperfeiçoou o seu thrash incorporando dance, funk e ritmos brasileiros a seu trabalho.
Heresia? “A gente tenta fazer uma salada e ‘maçarocar’ tudo até ninguém conseguir identificar”, explica o vocalista Pavel Keller. A nova demo do grupo, Non Compos Mentis, apresenta uma versão pesada para a canção “Killing An Arab” (The Cure), com um inusitado trecho de chorinho no meio.
POP PROGESTERONA
“Banda de mulheres é foda. Fica parecendo um grande amontoado de ‘Paulas Tollers’”. A definição é da guitarrista /berrante Simone, fundadora do DASH. Deve ser por isso que ela convocou Kadú (ex-Second Come) e Formigão. Juntos, eles fazem um barulho dos diabos, como na agoniada “Cocaine Bus”. Sua indignação tem fundamento – “garotas roqueiras” sempre foi um dos maiores clichês da armação musical. É o caso do VENENO PERFEITO, grupo de hard rock autopatrocinado pela milionária Karla Edúvia. Em sua autopatrocinada sanha por promoção, ela não se farta até em posar para as fotos até de cuecas.
Mais três boas iniciativas femininas que apareceram no cenário carioca: o mix Ramones/Sonic Youth dos DRIVELLERS, a zoeira adolescente do SUGARCOCANE (fãs do Shonen Knife) e a paranóia eletrônica da dupla INHUMANOIDS!, que estreou recentemente na coletânea Minimal Synth Ethics 2 do selo Cri Du Chat. E atenção: o duo já está na lista de espera dos lançamentos da Rockit! para este ano.
OS VETERANOS
Já com ares de veteranos, os batalhadores do underground da década passada ainda conservam a mesma vitalidade artística, fazendo shows para pequenas platéias, gravando por selos independentes ou simplesmente redirecionando suas carreiras em novos projetos. DORSAL ATLÂNTICA, o velociraptor do metal carioca, completou dez anos de destruição de tímpanos com o disco Musical Guide From The Stellium. Com um som cada vez mais acelerado e temas místicos, a banda prepara uma turnê pela Europa.
Outro sobrevivente daqueles tempos, A GRANDE TREPADA, conseguiu emplacar duas faixas numa coletânea do selo americano Rockhouse, especializado em psychobilly. SEX BEATLES é o nome do grupo glitter engendrado por Alvin L – ex-Rapazes De Vida Fácil e compositor de “Eu Não Sei Dançar”, sucesso na voz de Marina. Adotados por Dado Villa-Lobos, eles gravam um disco via Rock It!.
Já os DOGS IN ORBIT, nova aventura dos ex-integrantes do Black Future (Edinho e Olmar), envereda por um som igualmente atrelado aos anos 70, com fortes doses de psicodelismo. Sua primeira demo foi produzida por Ronaldo Pereira, ex-baterista do Finis Africae e proprietário do estúdio Groove, o principal point de ensaios da nova cena underground. Ele ainda arranja tempo para conduzir o seu próprio grupo, o ELVIRA VILÃ.
Os TUBARÕES VOADORES continuam barbarizando com seu imponderável crossover de Hermeto Paschoal com Suicidal Tendencies. Contando agora com uma força de Lulu Santos, preparam-se para gravar um novo disco. O finado Hojerizah sempre teve como pontos fortes o vocal de barítono e as letras desconcertantes de TONY PLATÃO. Capturado irremediavelmente pela soul music, ele voltou melhor do que antes, com um repertório lapidado na melhor tradição de Cassiano e de Tim Maia. Contratado pela Sony, ele começa a gravar em outubro.
MATRACA MORDAZ
Em todos os cantos da cidade, bandos de garotos se reúnem para rimar as suas mensagens ao mundo exterior. O produtor Mayrton Bahia – dono do selo Radical, o mesmo do promissor ARTIGO 288, já com disco na praça – arrebanhou alguns deles na coletânea Tiro Inicial: FILHOS DO GUETO, POESIA SOBRE RUÍNAS, CONSCIÊNCIA URBANA, N.A.T., AS DAMAS DO RAP (que misturam charm e hip hop) e GERAÇÃO FUTURA, estes com idade média de quinze anos.
Segundo Mayrton, o que mais o impressiona é a divisão rítmica extremamente brasileira, que parece marca registrada dos novos rappers cariocas. Os carecas do POSITIVE SOUL – André "Positive" Andrade, Felipe B (ex-apresentador do YO! MTV Raps) e Patrícia Prata – barbarizam nos malabarismos vocais, usando as possibilidades fonéticas da língua portuguesa ao máximo. O BLECAUTE vem de Belfort Roxo, Baixada Fluminense e dispensa a parafernália eletrônica – que não faz a menor falta.
Tocando na mão mesmo, o trio formado por Ed Esteves (guitarra), Wendel (baixo) e Andréa (bateria) mistura elementos de samba, soul e funk para a dupla Nino Rap e Eddy deitar sua falação, às vezes expressa na linguagem cifrada que rola nas ruas, como em "Que Por Char Pi?" ("Por Que Pichar?"), por exemplo.
Os dois já haviam demonstrado com muita categoria suas habilidades no último disco de Fernanda Abreu, rappeando ao contrário com desenvoltura.
O PENSADOR
O rap "Tô Feliz, Matei O Presidente" foi pouco escutado, mas muito lido. Banido das rádios devido à pressão dos órgãos oficiais, o rap teve sua letra publicada nos principais jornais do país.
Agora, com dezenove anos, GABRIEL, O PENSADOR agradece o "marketing governamental" que o levou até o selo Chaos da Sony, onde lança seu primeiro álbum, com produção de Fábio Fonseca.
Seu maior trunfo são mesmo as letras, tão coerentes quanto quilométricas. Ele não hesita em declarar-se um apaixonado pela sonoridade e pelo vocabulário da língua portuguesa, "muito mais rica do que o inglês". Com a ajuda de sua posse, o DJ Frias e o rapper Tito, Gabriel ajusta agora a mira para outros inimigos públicos.
O famigerado Bispo Macedo e o prefeito do Rio, César "Mico" Maia, que se cuidem. "Às vezes, um tiro fala mais do que mil palavras", já vai avisando Gabriel.
DEBAIXO DO ASFALTO
Os subterrâneos do balneário estão fervilhando de agitação. Há muito não aparecia tanta gente com uma guitarra barulhenta na mão e uma idéia maluca na cabeça. Em alguns casos, a anarquia cênica e as letras em inglês não conseguem encobrir certa falta de originalidade musical. Mas o que seria da música pop sem isso? Conheça os nomes mais infames e os mais comentados do cavernoso underground carioca.
* SOUTIEN XIITA é uma das bandas mais temidas pelos produtores e mais amadas pelo público com sua tríade "funk-escrotidão-porrocore" contagiante. Eles são "um filho de hippie vagabundo que queria ser advogado mas foi obrigado pelo pai a seguir carreira artística" (Cabelada/baixo), um "ex-viciado que espera juntar muita grana e abrir sua própria boca-de-fumo" (Mutley/bateria), um "bissexual assumido com instinto galináceo que aproveita o palco para soltar a franga e mostrar o pinto" (Cláudio/vocal) e "um jerk feioso que sonha em fazer uma plástica, um alisamento na cabeleira e se livrar do estigma da virgindade de uma vez por todas" (Panço/guitarra). São os porta-vozes da nova geração lutando por seus ideais.
* Em Niterói, sob aquele bodum de sardinha, o cruzamento da surf music tradicional com hardcore deu no A.S.S. ou ANARCHY SOLID SOUND. "Neguinho tem mania de associar surf com reggae", reage o guitarrista Jota. "Eu surfo desde que existo e a galera que pegava onda comigo sempre ouviu Circle Jerks, Australian Crawl e principalmente Agent Orange e Ramones", esclarece Robério. O resultado disso você poderá ouvir em um futuro disco dos caras, que já estão na mira da gravadora Tinitus.
* O POINDEXTER faz um auto-denominado "rap core ignorante", daquele que faz um póim na mente e obriga o corpo a saltitar que nem um feijão mexicano. Sua segunda demo, O Retorno, inclui uma fulminante cover de "Todos Estão Surdos", soulzão velhusco de Roberto Carlos.
* Formado por devotos do Black Sabbath que curtem funk por osmose e hardcore por princípios, o CHILDREN SEX ficou ainda mais esquizofrênico com a entrada do vocalista Rob Lover e do baterista Gargamel. Com essa formação eles integraram a coletânea Rock Baixada. Sunda conclui meio puto: "O povo daqui nos odeia por esporte! A prefeitura nos proibiu de tocar ao vivo. Dizem que somos muito bagunceiros! Eles levam a música muito a sério. O 'Cazuza Cover' daqui até pegou Aids agora...".
* A coletânea Subversão Brasileira foi o primeiro registro fonográfico de uma das bandas mais interessantes da cena pop carioca. Com um funk metal regado a fartas doses de MPB e rhythm'n'blues, o COMA faz um trabalho elaborado, com mudanças inesperadas de andamento e letras em português. "Eu quero é me comunicar!", emenda o vocalista Momo. Eles estão com um álbum independente pronto e pretendem lançá-lo em breve – se nenhuma gravadora contratar os caras antes.
* Ramones, The Beach Boys e Buzzcocks são alguns dos maiores ídolos (e influências) dos BEACH LIZARDS, que detonam um bubblegum punk praieiro de primeira linha. Entre os brasileiros, os elogios vão apenas para os Titãs, respeitados por conseguirem "fazer um lance original, em português", como diz o baterista André "Nervoso". Afinal, eles mesmos já tentaram compor no idioma pátrio, antes de se decidirem pelo inglês. Completam a banda o vocalista Demétrius, Laércio (baixo) e Cláudio (guitarra).
* NEGUINHOS NOJENTOS divide seus insultos entre o idioma de Marcelo Nova e o de Johnny Rotten. Vivacqua Nojento (voz), Kléber Nojento (guitarra), Morango Nojento (baixo) e Felipe Nojento (bateria) – todos branquinhos – detonam um punk '77 no capricho, incluindo uma versão casca grossa de "Wild Thing", rebatizada "Sua Puta", com letra no mesmo nível.
* Com a mesma fúria, do outro lado da cidade, em Campo Grande (Zona Oeste), o SEX NOISE também pratica barulheira em bom português. "Temos muito a dizer", explica o vocalista Larry Antha, que ganha a vida como escriturário. Puxado pelo vocal raivoso e esgoelado de Larry, o grupo lembra The Stooges, com sujeira e distorção em três ou quatro acordes tocados obsessivamente.
* Era uma vez um grupo carioca chamado Verve, com letras em português e tendências MPBísticas. "Fomos ficando cada vez mais putos com os rumos e decidi virar a mesa", lembra o baterista Dodô. Com ele ficaram os guitarristas V.R.S. Marcos e Gustavo Seabra. Junto com o baixista Genco, eles fundaram a PELV'S, se trancaram três dias num quarto com um gravador de quatro canais e gravaram 31 músicas. Saiu uma demo chamada Peter Greenaway's Surf, quase uma hora de inglês "nada a ver com nada".
PIU PIU & SUA BANDA
Quatro garotos de maiô e chapéu de mexicano tocando um rock chamado “Bob Faz Meinha” ao lado de um cabrito e um ganso grandão. Isto é garage, em dia de show de PIU PIU & SUA BANDA. O som da turma? Nada de metal, hardcore ou punk. Como o próprio Piu Piu classifica, “rock palhaçada”. Coisas como... “Eu Travesti”, “Maníaco Por Nestor” e “Me Adianta O Burro Da Sua Irmã 2”. Inusitadas ou grossíssimas.
Rogério Weimann, ou Piu Piu (como é conhecido desde moleque, por sua semelhança com o passarinho boiola do desenho animado), é um esforçado rapaz de vinte anos que trabalha numa loja de tintas no Engenho Novo e faz supletivo à noite.
Tímido, ele tem quase todos os discos do Roupa Nova e raramente escuta música estrangeira. Mas sabe muito bem que rock’n’roll é uma questão de porra-louquice. Ainda sem demo, mas com uma demolidora trajetória de shows, eles estão na mira do novo selo Garage.
OS NOVOS SELOS
Aos poucos, o selo RockIt!, de Dado Villa-Lobos e André X, vai se firmando como a mais ambiciosa gravadora independente do lado de cá da Via Dutra. Já estão prontas as masters dos próximos lançamentos: o hard-metal-funk do brasiliense Dungeon e o inclassificável Gangrena Gasosa, no qual André aposta todas as suas fichas. Na lista de espera: Beach Lizards e Inhumanoids!.
O Garage Art Cult, templo do underground carioca, também vira selo o mais breve possível e joga na rua um disco ao vivo com quatro bandas. Fábio Baptista, produtor da casa, quer registrar o thrash de Human Skid Brains e Morbid Death, além de observar com interesse Chippendale (hard rock de Petrópolis) e Planet Hemp (rap do Centro). Mas está apostando nos Suínos Tesudos, que misturam metal com rap num repertório que esculhamba de Walt Disney (“Donald Is Dead”) a Ministry (“Jesus Ate my Hot Dog”).
Outra a correr na raia é a Natasha, da ex-Warner Connie Lopes. Depois de investir em Plebe Rude e Paulinho Moska, ataca com o disco de estréia do Aerosex. Capitaneado por Mauro Frejat e produzido por seu irmão mais famoso, o grupo tem a companhia do baiano Úteros Em Fúria nos lançamentos para este mês. O selo também está começando a lançar grupos gringos, como Pavement.
Contatos:
RockIt! – a/c André X. Av. Ataulfo de Paiva, 1079/SS, Loja 1119. CEP 22440 031. Rio De Janeiro/RJ
Garage Art Cult – a/c Fábio Da Costa. Rua Ceará, 154. CEP 20270 160. Rio De Janeiro/RJ.
Natasha Records – a/c Connie Lopes. Rua Dias De Barros, 43/A. CEP 20241 040. Rio De Janeiro/RJ
RÁDIO & DEMO
O programa Contracapa, da Fluminense FM (94.9 no dial), que só toca fitas demo, CDs e vinis independentes, reestreou em agosto. Agora ele é mensal e vai ao ar toda última quarta-feira do mês, às 21 hs. A idéia é “funcionar como uma janela para as demos entrarem para a programação normal da rádio”, diz a produtora do programa, Isabel Flôres.
Contatos: Contracapa/Rádio Fluminense FM – a/c Isabel Flôres. Rua Visconde De Itaboraí, 184, 10º andar. CEP 24035 900. Niterói/RJ.
Rio Noise Compilation é uma demo com as melhores bandas underground do Rio (inclusive a maioria das citadas nessa matéria) e mais Cabeça, Love Is Ugly, Divisão X e Os Vibriões.
Encomende para: Circo Voador – Rua do Rezende, 4, Sobrado. CEP 20231-900. Rio de Janeiro/RJ. a/c Alexandre Rolinha ou Diogo Tirado.
FESTIVAL LEGAL
Uma paixão desenfreada por fitas demo levou a produtora Elza Cohen a dedicar-se inteiramente a ajudar os novos grupos a saírem do anonimato. Assim surgiu o Superdemo, um festival itinerante com o melhor da produção fonográfica caseira. A última edição do evento, no Circo Voador, apresentou o Artigo 288, Pravda, Os Raimundos (que saíram de lá com algumas propostas de gravadoras) e os ex-anônimos do Skank. Para as próximas, Elza espera fechar um patrocínio e trazer bandas de outros Estados.
Contatos: Superdemo – a/c Elza Cohen, Rua Pacheco Leão, 70. CEP 22460. Rio de Janeiro/RJ.









